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[ praia internacional - matosinhos ]


o flâneur hipermoderno só muito raramente se detém perante as possibilidades da ruína. mais ou menos consciente da sua própria condição, prefere ou aceita o lúdico na sua face capitalista, o jogo sujo, a qualquer fresta ou queda que lhe peça para se deter. muito longe, portanto, daquela pétala negra no seio da multidão anónima. julga ser. mas é, dentro de um jogo cujas regras não domina. já perdeu antes de começar. é ele a hiper-ruína, displicentemente ignorando os avisos da própria sombra, kitsch.

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