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[ parque da cidade do porto ]


fraca qualidade. talvez nem para registo. mas é uma das poucas imagens que tenho deste amigo. 2007 ou 2008. quando o parque ainda tinha cisnes. talvez antes de se tornarem uma atracção e serem incomodados a toda a hora. antes de voarem do lago para o atlântico, obrigando a dispendiosas operações de resgate devidamente noticiadas. chegou a cortar-se as asas aos cisnes para eles não fugirem desnorteados para o mar. um dia alguém decidiu que não se devia ter cisnes naquele parque, num parque daqueles. suponho que os tenham levado para algum lado, a este ou esta, mais o ou a parceira, e às crias. certamente morreram de velhice, num outro parque menos visitado e mais afastado do oceano. sim, certamente. encontrar esta imagem fez-me ponderar quantas boas intenções terão levado aos mais terríveis atentados. ter um animal para as visitas, fazer assim para os outros. usar, capitalizar. e de que serve um amigo. e o que será afinal um amigo quando tudo parece mais lento. quem está. quando. e o inverso de tudo isto. não é verdade que os cisnes cantem antes de morrer. olorum morte narratur flebilis cantus, falso, ut arbitror, aliquot experimentis, Plínio dixit. também não é verdade que sejam mudos. emitem sons quando querem procriar. quando chamam as crias para comer. quando julgam estar sozinhos. quando desconfiam. e quando confiam.

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